quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Odeio Protagonistas: Kidomaru


Senhoras. Senhores. Bom dia/tarde/noite. Agora é oficial: as postagens deste blog agora serão direcionadas somente para o quadro "Odeio Protagonistas".

De quando em vez pode ser que surja algum post-anômalo etc. e tal, mas confessamos que o direcionamento principal será dado aos não-protagonistas, aos personagens porra nenhuma que ninguém liga. Eles merecem um cantinho né? Pois é, que seja aqui...

Então, sem mais delongas, vamos dar um tour por Naruto?

É que existem pelos menos uns quatro a cinco personagens do ex-bom desenho que nos causam emoção em falar. Dessa forma, achamos interessante fazer uma rigorosa seleção, e colocar em nosso mural.
Você pode não acreditar, mas isso mudará o mundo um dia. Mas, por hora, podem continuar me ignorando, ôh público miserável.

Então estaremos elaborando um top-three com os Vilões merdas de Naruto que ninguém se importa. Aqueles que só nós, só nós e somente nós é que sentimos o coração bater forte, vibrar hermoso, quando nos flagramos falando dessas figuras escatológicas, anônimos entre os seus, páreas entre páreas do desenho. Da pra entender a situação dos caras né? Vamos dar uma mãozinha a eles então? Vamos... Aê... Rsrsrs...

Passada a fase da enrolação (dois parágrafos em vão minha nossa senhorinha...) vamos ao homenageado da vez: Kidomaru. O Portão Leste da elite de Orochimaru é o segundo integrante mais fraco do quinteto transformado em quarteto do som.

Então logo nos surge a pergunta: se é o segundo mais fraco, portanto ele é um quase ninguém certo? Errado… Vai ver o capiroto em ação depois vem conversar conosco…

Sua primeira aparição e missão: no episódio 68 ele aparece com seus companheiros com a tarefa de fazer uma barreira para seu chefe, Orochimaru-Sama lutar contra o próprio mestre, Terceiro Hokage sem interrupções. Êxito na empreitada.

Mas o instante de maior brilho desse anônimo está na missão mais fantástica do anime Naruto clássico: o resgate de Uchiha Sasuke. O “amigo-irmão” de Naruto está de saída, e adivinha quem tem que escoltá-lo até os braços (defumados) de Orochimaru, mais carinhosamente chamando, Orochi, o pederasta? Sim, o quarteto do som. Depois de uma entrevista motivacional (uma surra) no episódio 108, Sasuke decide ir com o grupo.

A vila manda um grupo de resgate perseguir o time do som, e é aí que começa a melhor caçada do desenho. Impressionante, que mesmo vendo – está claro! – que o escritor cavaleiro do zodiacou a história a coisa funciona. E vai num ritmo alucinante.

O time do som se julga (e de fato é) muito mais forte que os sujeitos do bem, por isso opta pela lógica simples de ir deixando seus membros mais fracos para dar cabo das escórias, como carinhosamente chamam seus oponentes.

Acontece que o primeiro não dá conta, e os três restantes são emboscados. Aí o nosso protagonista entra em cena. Numa sacada inteligentíssima dos vilões a jogada do time do bem não dá certo, e Kidomaru começa a parar os ninjas de Konoha um a um, numa facilidade incrível.

Contando seus braços (seis) e pernas Kidomaru tem um corpo com propriedades de uma aranha, com seus oito membros. Coerentemente, ele usa técnica sempre com teias ou derivados. Usa um uniforme preto colado, com uma bela bata enorme. É o único que usa a bandana da vila do Som. Moço prendado.

Mas, invariavelmente, como todos os membros do som, usa o enorme cinto de corda, formando o escandaloso laço ao pé das costas, possível de ser visto com o personagem de frente E eu simplesmente amo esta merda desse laço! Amoooooooooo. Divago…

Voltando…

Com uma mobilidade corporal péssima, brigar de pertinho, corpo a corpo logo se mostra que não parece ser interessante para nosso homenageado da vez. O negócio mesmo é se afastar e lutar de média, ou longa distância.

E detalhe importante: sempre estudando seu adversário, e encarando a luta como uma partida, com níveis e dificuldades que devem ser batidas por ele, colocando-se sempre como dominador da questão.

Logo se estabelece um clima de predador-presa (episódio 115). O vilão é de fato amedrontador. Ele captura em dois tempos todos os ninjas de Konoha, e a coisa vai feder, quando, de repente, alguém percebe uma forma de desativar sua técnica. Este alguém tem nome: Hyuuga Neji.

Atraído pelas habilidades do ninja gênio, Kiromaru cede“Mas que droga! Dá logo uma vontade de brincar…”.

Propõe: “vou brincar com você por três minutos, depois eu te mato”. E é aí que começa uma das melhores batalhas do anime Naruto em sua fase Clássica.

Dispara teias e teias e teias em seu oponente, até capturá-lo.

Parecer final“você lida muito bem com chacra! E tem olhos bem vivos. Descobriu uma forma de cortar minha teia porque viu com esse olho onde circula menos energia, daí criou uma agulha e rompeu minha corrente. Mas, se eu deixar você longe e neutralizar essas mãos incômodas, você não tem como me causar problemas.

Melhor parte: a batida final de martelo com expressão blazê, e em tom de decepção: “Ah-aah! Quando se aprende os macetes, o jogo perde logo a graça. Só faz um minuto, mas eu já me enjoei de você…”.

E assim é desferido aquilo que se entenderia como golpe final (um golpe final bem asqueroso diga-se de passagem), mas as surpresas continuam, a coisa se acentua, e é iniciada uma luta com direito a episódio especial (116-117) e tudo mais.

Na quentíssima batalha do episódio geminado a relação entre predador e presa não muda, bem como as analises também. Vamos evoluindo quadro a quadro, ampliando nossa margem de visão sobre o personagem de Konoha.

E o melhor: todo o processo se passa na cabeça do vilão, que está a todo temo tentando achar uma brecha para capturar a sua presa. Ele tanto faz tanto faz, que acaba descobrindo coisas maravilhosas.

É aí que entra a genialidade do criador o desenho. Naruto enfrentou Neji e o venceu usando apenas a técnica do “Pra cima dele Denílson”.

Enquanto que aqui, nessa outra batalha, quando você quer que Neji vença, é o trabalho que um vilão tem em observar é que te impressiona.

De uma hora para outra você se vê diante de um personagem informado, prudente, que busca analisar seu oponente, elaborando estratégias e adaptando-as ao longo que as dificuldades se apresentam na luta. Fantástico!

Quando dei por mim, já estava torcendo pelo lado do mal… Isso acontece com freqüência de sempre em sempre…

O porquê da técnica de proteção, o raio de visão do adversário, o perigo com a velocidade das mãos. O método de ataque para se manter confortável. É sensacional, fabulosa, fantástica e fodástica a atuação desse personagem-ninguém, medonho, asqueroso e, principalmente, apelão.

Kidomaru é o vilão de Naruto que ninguém se importa, mas que eu terceirolugarmente no anime mais me importo.

É dele a medalha de bronze do meu pódio que um dia salvará o mundo das más influências desses porcarias do bem, como o próprio Naruto, que vence usando a bolsa auxílio protagonista, naaaaa…

Fica por aqui nossa análise mais ou menos…

Beijos e abraços, só para os que curtem os maus…

Atenciosa e vilãmente,

Emerson.

Veja Kidomaru em ação…

Eu sou seu oponente (115):


A batalha quente do homem frio (116/117):


A gente se vê... 



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

TRÊS EM UM


Senhoras. Senhores.

Da série Nota (10)interessante, Odeio Protagonistas, e da agora inaugurada Eu & Minhas Camisas...

Da série camisas que arrastam olhares, trago hoje uma das minhas mais novas empreitadas na área da moda.

Comprei essa camisa, de Dick Vigarista, não só por odiar naturalmente os protagonistas, mas também por suas cores. Essa camisa é um texto minha gente, dá uma olhada...

Sim, confesso que a comprei não só em homenagem ao lindo e maravilhoso King Joy, mas também por conta de uma outra paixão que anda me deixando estranhamente feliz.

Sim, o meu Baêa, que acaba de vencer mais uma partida dificílima contra o Santos, vencendo-o por 3 a 1 também será o homenageado da vez.

E então, topa top? Vamos vamos? Vamos...

Sem oras, senhores...

Então estava eu belo dia na rua quando PIMBA! Passando passeando, só de passagem pelas ruas de Brotas, brotou! Brotou o amor, a paixão e a vontade. Estava do lá’’de lá da prateleira a camisa desse carniçonildo personagem do desenho Corrida Maluca, o maravilhoso Dick.

Comprei – fiz o que não podia e gastei o que nem tinha – e um dia, fui parado aqui mesmo, nas ruas do Nordeste de Amaralina, por um cara que me imputou cara a cara, logo de cara e na cara de pau a pergunta de “qual o motivo de você usar essas camisas? O que você quer dizer com essas vestimentas?”

Porra cara, na moral, visto por que minhas camisas são como textos, elas passam mensagens. Essa não é diferente... Veja as cores... Do meu time de coração, do Bahia. Dick, o carro e Mutley.

Daí o texto...

Primeiramente vamos analisar Dick, que estaria no lugar de dirigente. Um safado que se vale somente de métodos sujos e, pior, ineficazes. Nunca ganha, esse desgraçado, picareta FDP.

O carro é o time, ou precisa ainda dizer? Acho que não, mas vamos lá...

O carro (bem que podíamos chamar de barca) que não adianta quem dirija, quem opere, ou quem ali esteja ajudando, ou de cá de longe somente torcendo. Não adianta! Parece mandamento único de nosso sagrado time: não triunfarás! Sempre dá merda no final...
(mentira que ele já ganhou uma vez, mas rsrsrs...)

Por fim temos em nosso maravilhoso Mutley, o torcedor, o cachorro. O sarnento, o vira-lata tratado sempre como estorvo, e que somente é lembrado quando tudo está dando errado.

Lembram da argumentação mixuruca dos jogadores em tempos de pré-queda: “agora é hora de o torcedor fazer sua parte e ajudar o time nessa hora difícil”.

Então, isso não lembra algo do nosso maravilhoso Dick não: “Muuuuuutley, faça alguma coisa!”

E o que é o pior: o desgraçado está sempre rindo da própria tragédia, tal como bem fazemos nós, torcedores do Bahia, tricoLoucos desde nascidos, até em hora de nossa morte amém.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Então, a você que está de saco cheio com nós, torcedores do Bahia, não se espantem.

A gente já sofreu demais com os feitos e de(z)feitos de nossa barca.

O povo está retado falando em
Liberta’Dores e num sei quê...

Nós preferios a cautela!

Preferimos que o time siga a seguinte receita: pare com essa euforia Monumental de cerca (San) Lorezo, que tome uma dose de América de Cali, e cale a Boca. Que estude, que Estudi'antes, e tome uma dose cavalar de (em)Peñarol, para que ele possa, enfim, deixar de ser o Emelec que tem sido nas ultimas décadas, e torne-se The Strongest, e que consiga, enfim libertar'dores (todas elas) que o torcedor tanto deseja... são muitas, de muito e muitos anos...

Ele que se cuide...

É isso. Ou ele, com certeza, vai tropeçar num Barranquilha desses, e o final será ter’River de se ver, e restará para nós, que Velez o corpo. Sem esquecer como ingresso para o nosso sagrado velório, a Cruz. A Cruz Azul vermelha e branca.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Quem avisa, amigo é...
 BBMP!

Essa foi nota (10)interessante do dia, juntamente com o Odeio Protagonistas.

E por falar em odeio protagonistas... Medonza sua desgraça, vamos soltar mais a bola, que você não é nem nunca será craque.

BBMP!

Atenciosamente;

Emerson.

Ah: viram a campanha de Marcelo Santana? Já ia para a Libertadores 2018.


Presidente prometeu que time seria campeão! E, pasmem, que quem vai marcar Cavani é Feijão, imagine você...
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Bora Baêa Campeão da Libertadores 2018





Votos sobre a camisa, AQUI!

sábado, 23 de setembro de 2017

Odeio Protagonistas: Sensui Shinobu


Senhoras. Senhores. Bom dia /tarde/noite, a depender da hora que você esteja lendo essa postagem requenguelesca.

O quadro único sobrevivente que torna meu blog ainda ativo chama-se “Odeio Protagonistas” e hoje vem homenagear esse personagem monstruoso de tão lindo em sua criação.
O personagem é tão desgraçado que eu terei de explicar a trama primeiro, para depois inseri-lo, e fazer você entender por que que esse merece destaque aqui, e não Yusuke Urameshi, o personagem principal, e que também gostamos, estranhamente.

A trama do desenho desenvolve-se focalizando a vida de Yusuke, um garoto extremamente rebelde, que, pro razoes desconhecidas morre quando salva um garoto de um atropelamento.
Morto em um ato não previsto pelo mundo espiritual (que equivale ao céu) ele é transformado num detetive sobrenatural. Basicamente suas tarefas são: caçar demônios de pequeno porte, que passam, não se sabe como, a barreira de segurança entre o mundo dos homens (Terra) e o mundo das trevas (inferno). Tá...

A coisa bem por muito tempo, como desenho nos apresentando e desenvolvendo batalhas e personagens memoráveis (pena que Buy, O Rinoberante não fala, eu queria ele aqui...). Tudo corre num sentido lindo de previsão até que o desenho nos traz um problema: SOS, a barreira que separa o mundo dos humanos do dos demônios está sensível, a ponto de ser rompida. O que/quem estaria causando tamanhos problemas? É aqui que começa o texto...

A missão começa meio jururu, nada acontece, uma chatice. Até que ele surge: Sensui Shinobu. Ele, assim como Yusuke, foi, no passado, um detetive sobrenatural. O chefe de Yusuke pontua logo de cara: as habilidades são incomparáveis no momento: Sensui é um monstro classe S.

Mas o que teria feito um homem bom, um homem da lei, ter se corrompido e ido para o lado branco da força? Muito simples: em uma de suas missões, o aplicadíssimo Sensui teve acesso a materiais proibidos: fitas de vídeos, que mostravam perversidades (inclusive sexuais) cometidas pelos humanos contra os demônios de classe baixa, depois de presos, por quem por quem? Sim-im, pelos detetives sobrenaturais.

Ou seja: ele luta para proteger a ilibada humanidade das perversidades dos malditos demônios, e depois que vê que a coisa não é bem assim, com as fronteiras de higienização bem demarcadas, o que nos faz amar as abordagens do animê. Existem seres humanos mais perversos do que demônios (né Sakyo?), e o encontro com essa realidade chocante faz com que Sensui, ainda de cabelo de tigelinha, se questione, reveja seus conceitos, pensamentos, crenças; redimensione suas ações, arregace as mangas e o mangá.

Depois do choque, Sensui pira. O que era para ser protetor torna-se pretenso a maior algoz da humanidade, e seu plano é, nada mais nada menos que abrir um buraco que retém os monstros de maior porte no mundo das Trevas. A ideia é abrir a porta das desesperanças e fazer os demônios cobrarem os anos e anos de perversidades e perversões sofridas pelos seres humaninhos, que santos não têm nada.

Convocado para reter a buraco, Yusuke encontra-se com Sensui, o pau come, mas a fenda é de fato aberta, e o detetive é morto e, pasmem, revivido pela segunda vez.

Aproveitamos a palavra fenda para falar sobre a origem de Yusuke, é importante. Um revelação sobre ele é feita nesse momento: o detetive sobrenatural é um ser que descende da tribo maligna. O cruzamento foi feito anos e anos antes das divisões entre mundos se estabelecerem.

A técnica consiste em efetuar-se o cruzamento e manifestar o poder do mal na quadragésima quarta geração, que é Yusuke. Daí a explicação da não previsão de ele dar a vida pelo menino, na situação de sua primeira morte, no segundo episódio.

De passagem pelo túnel para inferno, Yusuke revive e estranha conhecer a paisagem, vegetação e relevo local. Fato que a luta continua, e o detetive sobrenatural é possuído por um dos três mais poderosos do inferno, que em menos de trinta segundos de combate mata Sensui.

Mas calma lá: o ex-detetive sorriu antes de tomar o ultimo tiro. Isso por que tudo saiu como o planejado. Sim, era parte do plano de Sensui morrer nas mãos de um dos maiores do inferno, como forma de pagar minimamente pelo que fez por muitos e muitos anos aos coitados seres do mundo das trevas.

Não à toa, quando o “pai” de Yusuke se apodera do corpo de mesmo, solta o verbo: “desculpe a demora”. Sugestivo não? Então...

Depois inventam um monte de ladainha póstuma, para amenizar a morte dele, mas... O interessante foi como ele viveu, o que ele fez...

Interessante que Sensui não é um demônio, e sim um humano com poderes.

Interessante sim... E inclassificável, pois o cara não é um vilão, porque não quer fazer o mal. Apenas quer concluir um objetivo, que diretivamente não fere ninguém.

É um anti-herói, mas nem tanto: anti-herói tem que se importar com a ideologia do herói e tentar se colocar como contra vetor as idéias do mesmo... Sensui é um avacalhado, Misantropo, alienado de si, esquizofrênico, psicopata, psicodélico... Liga pa-pombas de nada...

Desgraçado tão fora de classificação, que mesmo depois de morto não poderá ser julgado no mundo espiritual, porque não morreu na Terra.

Não será julgado no inferno também, porque não é um demônio, como já bem pontuamos oportunamente.

Por isso é levado pelo amigo, para uma dimensão onde só ficarão os dois, sozinhos... De certa forma é escatologia né? O cara vai apodrecer mais hora menos hora...
Ah-ma-não importa! Ainda assim o amor venceeee, aêeee... Coraçõezinhos para eles...
E é isso...

É essa a nossa homenagem mais ou menos a esse personagem mais que perfeito do animê/manga Yu Yu Hakusho, de Yoshihiro Togashi, mesmo criador de Hunter X Hunter (ah, não se admirem se surgir um Risoka por aqui viu? Já vou logo avisando).

A homenagem a um personagem que, sendo a antípoda, sempre fica a pergunta no ar: se Yusuke tivesse acesso aos conteúdos das tais fitas, o que aconteceria?

Será que ele também viria para a chapa 2?

Se transformaria, também, em um detetive contra o sistema?

Viria para o partido de esquerda com Sensui e sua trupe? Íamos amar...

Ficaria transtornado também?

Nós trintões (vixi tô véi) bem sabemos que esse negócio de ter acesso às fitas cassetes de conteúdos proibidos para menores na década de 90 transformava a vida a(s) cabeça(s) de qualquer jovem, então faz-favor: não culpem o coitado do Sensui por favor pel’amor de Deus...

Gente o texto ficou muito ruim, mas é isso...

Assistam ao anime e vejam...

No mangá é beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem melhor, porque Sensui é beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem pior, e, mesmo depois de morto, suas ações desencadeiam fatos que culmina em uma senhora tapa na cara da hipocrisia celestial... Togashi é FODA...

Mas isso eu não tenho como contar aqui...

Beijos, bye-bye Babies...

Atenciosamente,

Emerson.

Ah: o desenho está disponível completo no Youtube. A saga de Sensui começa lá pelo ep 68/70...

Como afirmamos é meio merda no começo, mas depois esquenta. Esquenta infernalmente (Mua-Hahahah).


Recomendadíssimoooooooooooooo...



domingo, 6 de agosto de 2017

DRAGÃO

Senhoras. Senhores.

Bom dia/tarde/noite, a depender da hora que estejas lendo…
E aí, e então, tudo bão?

Bão...

Então...
Vamos falar de Japão?
Saudações.

Sim, sumimos, sumimos, e bem sabemos que sumimos... Estamos aqui, de novo, novamente, outra vez. Foram tantos os pedidos – MENTIRA!
Estamos de volta para bater um papinho sobre Dragão, sétimo, dos onze contos contidos no livro Kappa e o Levante do Imaginário, de Akutagawa Ryunosuke.

Textos anteriores informam com maiores detalhes, portanto, falaremos superficial e objetivamente. Ok? Ok. Editora? Estação Liberdade. Tradução e prefácio? Shintaro Hayashi.

Dragão, para você mais afeiçoado aos aportuguesamentos. Mas o título pode ser também, Ryu. Sim, o nome do personagem principal do tão afamado jogo Street Fighter, significa “Dragão”.

Só pa-não perder a mascarassão nem deixar a peteca cair: Ken, significa “espada”.

E olhe que eu nem sei japonês...
Gostam de resenha? Então estão no lugar certo.

Não, não é por que estás lendo a minha resenha não. É por que o conto, o conto em si gira em torno disso: em resenha. E cabeluda. Ou devemos dizer... Escamosa? Sem delongas... Vamos que vamos...

Era uma vez um sujeito que adorava uma boa prosa. Queria escrever um livro, mas não tinha idéias boas o suficiente. O próprio canalha admite não ser bom em criar enredos complexos por ser preguiçoso. Não sei amo não sei odeio um cara desses... Sinceridade, mas... Nem tanto né?

Então, pessoas das redondezas são convidadas por esse sacripanta, a irem até onde esse membro da alta corte, para contarem-lhe histórias/estórias. A tarde é quente, crianças são chamadas para abaná-lo (ah ma-que cara forgado!).

Depois de ouvir, julgar, atribuir nota de gosto, e dar-se ao trabalho de saber se vai ou não querer escrever o que lhe foi contado, o bonitão do Humaitá, vai ponderar transformá-las em escritos.

Depois de convidar todos a aproximarem-se e sentarem-se em círculos; ao samurai que se aproxime; aos convidados que retirem os chapéus e fiquem a vontade; o senhor boa praça olha em redor, e escolhe: o ancião. É o ancião quem vai contar a primeira estória da tarde. Senta e apertem os cintos que lá vem conversa pa-boi dormir. Voy-la!

É aqui que começa a resenha do Pinóquio Oriental. Mas não, calma de novo: pera lá! Não. Não é que o contador de histórias seja mentiroso não. Devagar!

A verdade é que a estória contada pelo ancião, fala de um monge, velho conhecido num grande templo, e que tinha um nariz enorme. Familiar não? Pois é, o sujeito tinha um enorme nariz de Tengu*.

Figura do folclore japonês que tem como principais características o costume de habitar nos altos das montanhas, o fato de aparecer mascarado, e de ter um nariz enorme e empinado, que faz qualquer ocidental pensar automaticamente em besteira.

Voltemos nós?

Voltemos nós...

Esse tal sujeito, cansado de ser alvo de apelidos, perturbações etc. belo dia resolve se vingar do povoado local e faz algo desmedido: põe um escrito, a beira de um modesto lago afirmando que ao terceiro dia do terceiro mês um dragão vai sair dali, voando, em direção ao céu.

A brincadeira vai bem enquanto uma velhinha local acredita na lorota; e um rival do templo parece titubear entre a veracidade ou não da frase ali posta por um anônimo. Até aí, tudo vai mui-bien...

Os problemas começam quando o povo da redondeza começa a querer saber se é verdade a tal noticia; a querer ver o tal dragão.

A informação viraliza, celebridades de cidades vizinhas querem vir ver o tal do charizard aquático. Dentre essas pessoas até uma tia do monge vem. Ele tenta fazê-la desistir da idéia, mas...

O mal estar, misturado com arrependimento deixa o monge mentiroso desconsertado: tanta curiosidade; tanta gente ali; tanta vontade. Para quê? Tanta vontade de ver um dragão inexistente, que, com certeza não iria subir aos céus.

O sentimento de culpa toma-o, mas não havia mais nada a ser feito. Deu de braços. Era esperar o dia chegar e o dia chegou!

Chegou; o terceiro dia, do terceiro mês. O lago Saruzawa estava cercado. O dia passava modesto, com um sol forte. Tudo dizia mesmo sem nada dizer; era tácito: não ia ter dragão voando não gente! Céu azul, sol a pino, a lentidão no ar. Não precisava dizer nada. Estava mais do que claro que não ia haver grande evento.

Mas como o povo insiste em sua vontade e a vontade do povo é a vontade de Deus; eis que os céus se fecharam; as nuvens tomaram conta; começou a trovejar. De repente, do meio de uma fumaça intensa, o povo viu composto por sombras algo que parecia ser; nada, ma-nada mais nada menos, que u-quê-u-quê-u-quê? Hum; sim, um o El Dragon!

Sim, quis Deus que Shiryu existe por cinco segundos, e que aplicasse no público, um cólera do Dragão.

Tempos depois, o monge admitiu: fora tudo uma mentira! Tudo gaiva criada por ele. Quem acreditou nele? Nin & Guem...

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

O próprio buscou em si a resposta para aquilo. E nem o autor da verdade mentirosa (ou seria uma mentira verdadeira) conseguia saber o que tinha feito, o que tinha acontecido. Quem era ele, afinal de contas? Um mentiroso autêntico? Um falso mentiroso? Loroteiro sortudo? Um sábio, que fala verdades através de mentiras e verdades que desconhece? O que seria, esse Pinóquio oriental?
Vai saber...

Assim finda a estória do ancião. E segue-se na roda a historia seguinte: um homem, um monge, irritado com a população que o discriminava por ter um nariz enorme, bla bla bla...

Sim, começa a historia do conto O Nariz, que está no mesmo livro...
Que interessante...
Já viu a resenha que escrevemos sobre esse conto?
U-KÊ?
NÃO?

Não... Então, oriente-se...

Oriente-se, volta lá, e lê, a medíocre resenha de O Nariz, rsrs...

Atenciosamente,

Emerson.




Mataraishi...