sábado, 23 de setembro de 2017

ODEIO PROTAGONISTAS

SENSUI SHINOBU

Olá meu povo, minha pova.

Bom dia /tarde/noite, a depender da hora que você esteja lendo essa postagem requenguelesca.

O quadro único sobrevivente que torna meu blog ainda ativo chama-se “Odeio Protagonistas” e hoje vem homenagear esse personagem monstruoso de tão lindo em sua criação. O personagem é tão desgraçado que eu terei de explicar a trama primeiro, para depois inseri-lo, e fazer você entender por que que esse merece destaque aqui, e não Yusuke Urameshi, o personagem principal, e que também gostamos, estranhamente.

A trama do desenho desenvolve-se focalizando a vida de Yusuke, um garoto extremamente rebelde, que, pro razoes desconhecidas morre quando salva um garoto de um atropelamento.
Morto em um ato não previsto pelo mundo espiritual (que equivale ao céu) ele é transformado num detetive sobrenatural. Basicamente suas tarefas são: caçar demônios de pequeno porte, que passam, não se sabe como, a barreira de segurança entre o mundo dos homens (Terra) e o mundo das trevas (inferno). Tá...

A coisa bem por muito tempo, como desenho nos apresentando e desenvolvendo batalhas e personagens memoráveis (pena que Buy, O Rinoberante não fala, eu queria ele aqui...). Tudo corre num sentido lindo de previsão até que o desenho nos traz um problema: SOS, a barreira que separa o mundo dos humanos do dos demônios está sensível, a ponto de ser rompida. O que/quem estaria causando tamanhos problemas? É aqui que começa o texto...

A missão começa meio jururu, nada acontece, uma chatice. Até que ele surge: Sensui Shinobu. Ele, assim como Yusuke, foi, no passado, um detetive sobrenatural. O chefe de Yusuke pontua logo de cara: as habilidades são incomparáveis no momento: Sensui é um monstro classe S.

Mas o que teria feito um homem bom, um homem da lei, ter se corrompido e ido para o lado branco da força? Muito simples: em uma de suas missões, o aplicadíssimo Sensui teve acesso a materiais proibidos: fitas de vídeos, que mostravam perversidades (inclusive sexuais) cometidas pelos humanos contra os demônios de classe baixa, depois de presos, por quem por quem? Sim-im, pelos detetives sobrenaturais.

Ou seja: ele luta para proteger a ilibada humanidade das perversidades dos malditos demônios, e depois que vê que a coisa não é bem assim, com as fronteiras de higienização bem demarcadas, o que nos faz amar as abordagens do animê. Existem seres humanos mais perversos do que demônios (né Sakyo?), e o encontro com essa realidade chocante faz com que Sensui, ainda de cabelo de tigelinha, se questione, reveja seus conceitos, pensamentos, crenças; redimensione suas ações, arregace as mangas e o mangá.

Depois do choque, Sensui pira. O que era para ser protetor torna-se pretenso a maior algoz da humanidade, e seu plano é, nada mais nada menos que abrir um buraco que retém os monstros de maior porte no mundo das Trevas. A ideia é abrir a porta das desesperanças e fazer os demônios cobrarem os anos e anos de perversidades e perversões sofridas pelos seres humaninhos, que santos não têm nada.

Convocado para reter a buraco, Yusuke encontra-se com Sensui, o pau come, mas a fenda é de fato aberta, e o detetive é morto e, pasmem, revivido pela segunda vez.

Aproveitamos a palavra fenda para falar sobre a origem de Yusuke, é importante. Um revelação sobre ele é feita nesse momento: o detetive sobrenatural é um ser que descende da tribo maligna. O cruzamento foi feito anos e anos antes das divisões entre mundos se estabelecerem.

A técnica consiste em efetuar-se o cruzamento e manifestar o poder do mal na quadragésima quarta geração, que é Yusuke. Daí a explicação da não previsão de ele dar a vida pelo menino, na situação de sua primeira morte, no segundo episódio.

De passagem pelo túnel para inferno, Yusuke revive e estranha conhecer a paisagem, vegetação e relevo local. Fato que a luta continua, e o detetive sobrenatural é possuído por um dos três mais poderosos do inferno, que em menos de trinta segundos de combate mata Sensui.

Mas calma lá: o ex-detetive sorriu antes de tomar o ultimo tiro. Isso por que tudo saiu como o planejado. Sim, era parte do plano de Sensui morrer nas mãos de um dos maiores do inferno, como forma de pagar minimamente pelo que fez por muitos e muitos anos aos coitados seres do mundo das trevas.

Não à toa, quando o “pai” de Yusuke se apodera do corpo de mesmo, solta o verbo: “desculpe a demora”. Sugestivo não? Então...

Depois inventam um monte de ladainha póstuma, para amenizar a morte dele, mas... O interessante foi como ele viveu, o que ele fez...

Interessante que Sensui não é um demônio, e sim um humano com poderes.

Interessante sim... E inclassificável, pois o cara não é um vilão, porque não quer fazer o mal. Apenas quer concluir um objetivo, que diretivamente não fere ninguém.

É um anti-herói, mas nem tanto: anti-herói tem que se importar com a ideologia do herói e tentar se colocar como contra vetor as idéias do mesmo... Sensui é um avacalhado, Misantropo, alienado de si, esquizofrênico, psicopata, psicodélico... Liga pa-pombas de nada...

Desgraçado tão fora de classificação, que mesmo depois de morto não poderá ser julgado no mundo espiritual, porque não morreu na Terra.

Não será julgado no inferno também, porque não é um demônio, como já bem pontuamos oportunamente.

Por isso é levado pelo amigo, para uma dimensão onde só ficarão os dois, sozinhos... De certa forma é escatologia né? O cara vai apodrecer mais hora menos hora...
Ah-ma-não importa! Ainda assim o amor venceeee, aêeee... Coraçõezinhos para eles...
E é isso...

É essa a nossa homenagem mais ou menos a esse personagem mais que perfeito do animê/manga Yu Yu Hakusho, de Yoshihiro Togashi, mesmo criador de Hunter X Hunter (ah, não se admirem se surgir um Risoka por aqui viu? Já vou logo avisando).

A homenagem a um personagem que, sendo a antípoda, sempre fica a pergunta no ar: se Yusuke tivesse acesso aos conteúdos das tais fitas, o que aconteceria?

Será que ele também viria para a chapa 2?

Se transformaria, também, em um detetive contra o sistema?

Viria para o partido de esquerda com Sensui e sua trupe? Íamos amar...

Ficaria transtornado também?

Nós trintões (vixi tô véi) bem sabemos que esse negócio de ter acesso às fitas cassetes de conteúdos proibidos para menores na década de 90 transformava a vida a(s) cabeça(s) de qualquer jovem, então faz-favor: não culpem o coitado do Sensui por favor pel’amor de Deus...

Gente o texto ficou muito ruim, mas é isso...

Assistam ao anime e vejam...

No mangá é beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem melhor, porque Sensui é beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem pior, e, mesmo depois de morto, suas ações desencadeiam fatos que termina em uma senhora tapa na cara da hipocrisia celestial... Togashi é FODA...

Mas isso eu não tenho como contar aqui...

Beijos, bye-bye Babies...

Atenciosamente,

Emerson.


Ah: o desenho está disponível completo no Youtube, e a saga de Sensui começa lá pelo ep 68/70...

Como afirmamos é meio merda no começo, mas depois esquenta. Esquenta de um amaneira infernal (Hahahah).

Recomendadíssimoooooooooooooo...

Aos que ficaram com a purg’atrás da’zorê, solicitamos que assistam, por favor, e venham discutir com nossa super-mega-ultra especializada equipe de críticos de animês no Brasil. Ma-olha ele, como tá... Cheio de conhecimento... Pois sim... Acessei às fitas... Depois daí nunca mais fui o mesmo... É cada fita que gente! cês num tem noção...

Bjin & dedin mindin…

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

domingo, 6 de agosto de 2017

DRAGÃO


Senhoras. Senhores.

E então; tudo bão?
Bão...

Então...
Vamos falar de Japão?

Saudações.

Sim, sumimos. Sumimos.

Sumimos, sabemos que sumimos... Estamos aqui, de novo, novamente, outra vez. Foram tantos os pedidos-TIRA!!
Estamos de volta para bater um papinho sobre Dragão, sétimo, dos onze contos contidos no livro Kappa e o Levante do Imaginário, de Akutagawa Ryunosuke.

Textos anteriores informam com maiores detalhes, portanto, falaremos superficial e objetivamente. Ok? Ok. Editora? Estação Liberdade. Tradução e prefácio? Shintaro Hayashi.

Dragão, para você mais afeiçoado aos aportuguesamentos. Mas o título pode ser também, Ryu. Sim, o nome do personagem principal do tão afamado jogo Street Fighter, significa “Dragão”.

Só pa-não perder a mascarassão nem deixar a peteca cair: Ken, significa “espada”.

E olhe que eu nem sei japonês...
Gostam de resenha? Então estão no lugar certo.

Não, não é por que estás lendo a minha resenha não. É por que o conto, o conto em si gira em torno disso: em resenha. E cabeluda. Ou devemos dizer... Escamosa? Sem delongas... Vamos que vamos...

Era uma vez um sujeito que adorava uma boa prosa. Queria escrever um livro, mas não tinha idéias boas o suficiente. O próprio canalha se admite não ser bom em criar enredos complexos por ser – pasmem – preguiçoso. Não sei amo não sei odeio um cara desses... Sinceridade, mas... Nem tanto né?

Então, pessoas das redondezas são convidadas por esse sacripanta, a irem até onde esse membro da alta corte, para contarem-lhe histórias/estórias. A tarde é quente, crianças são chamadas para abaná-lo (ah ma-que cara forgado!).
Depois de ouvir, julgar, atribuir nota de gosto, e dar-se ao trabalho de saber se vai ou não querer escrever o que lhe foi contado, o bonitão do Humaitá, vai ponderar transformá-las em escritos.

Depois de convidar todos a aproximarem-se e sentarem-se em círculos; ao samurai que se aproxime; aos convidados que retirem os chapéus e fiquem a vontade; o senhor boa praça olha em redor, e escolhe: o ancião. É o ancião quem vai contar a primeira estória da tarde. Senta e apertem os cintos que lá vem conversa pa-boi dormir. Voy-la!

É aqui que começa a resenha do Pinóquio Oriental. Mas não, calma de novo: pera lá! Não. Não é que o contador de histórias seja mentiroso não. Devagar!

A verdade é que a estória contada pelo ancião, fala de um monge, velho conhecido num grande templo, e que tinha um nariz enorme. Familiar não? Pois é, o sujeito tinha um enorme nariz de Tengu*.

Figura do folclore japonês que tem como principais características o costume de habitar nos altos das montanhas, o fato de aparecer mascarado, e de ter um nariz enorme e empinado, que faz qualquer ocidental pensar automaticamente em besteira.

Voltemos nós?

Voltemos nós...

Esse tal sujeito, cansado de ser alvo de apelidos, perturbações etc. belo dia resolve se vingar do povoado local e faz algo desmedido: põe um escrito, a beira de um modesto lago afirmando que ao terceiro dia do terceiro mês um dragão vai sair dali, voando, em direção ao céu.

A brincadeira vai bem enquanto uma velhinha local acredita na lorota; e um rival do templo parece titubear entre a veracidade ou não da frase ali posta por um anônimo. Até aí, tudo vai mui-bien...

Os problemas começam quando o povo da redondeza começa a querer saber se é verdade a tal noticia; a querer ver o tal dragão.

A informação viraliza, celebridades de cidades vizinhas querem vir ver o tal do charizard aquático. Dentre essas pessoas até uma tia do monge vem. Ele tenta fazê-la desistir da idéia, mas...

O mal estar, misturado com arrependimento deixa o monge mentiroso desconsertado: tanta curiosidade; tanta gente ali; tanta vontade. Para quê? Tanta vontade de ver um dragão inexistente, que, com certeza não iria subir aos céus.

O sentimento de culpa toma-o, mas não havia mais nada a ser feito. Deu de braços. Era esperar o dia chegar e o dia chegou!

Chegou; o terceiro dia, do terceiro mês. O lago Saruzawa estava cercado. O dia passava modesto, com um sol forte. Tudo dizia mesmo sem nada dizer; era tácito: não ia ter dragão voando não gente! Céu azul, sol a pino, a lentidão no ar. Não precisava dizer nada. Estava mais do que claro que não ia haver grande evento.

Mas como o povo insiste em sua vontade e a vontade do povo é a vontade de Deus; eis que os céus se fecharam; as nuvens tomaram conta; começou a trovejar. De repente, do meio de uma fumaça intensa, o povo viu composto por sombras algo que parecia ser; nada, ma-nada mais nada menos, que u-quê-u-quê-u-quê? Hum; sim, um o El Dragon!

Sim, quis Deus que Shiryu existe por cinco segundos, e que aplicasse no público, um cólera do Dragão.

Tempos depois, o monge admitiu: fora tudo uma mentira! Tudo gaiva criada por ele. Quem acreditou nele? Nin & Guem...

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

O próprio buscou em si a resposta para aquilo. E nem o autor da verdade mentirosa (ou seria uma mentira verdadeira) conseguia saber o que tinha feito, o que tinha acontecido. Quem era ele, afinal de contas? Um mentiroso autêntico? Um falso mentiroso? Loroteiro sortudo? Um sábio, que fala verdades através de mentiras e verdades que desconhece? O que seria, esse Pinóquio oriental?
Vai saber...

Assim finda a estória do ancião. E segue-se na roda a historia seguinte: um homem, um monge, irritado com a população que o discriminava por ter um nariz enorme, bla bla bla...
Sim, começa a historia do conto O Nariz, que está no mesmo livro...
Que interessante...
Já viu a resenha que escrevemos sobre esse conto?
U-KÊ? NÃO?
Não... Então, oriente-se...
Oriente-se, volta lá, e lê, a medíocre resenha de O Nariz, rsrs...

Atenciosamente,

Emerson.

Atenciosamente,


Emerson.




Mataraishi...

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Personagem preferido de DBZ



Vamos dar uma pista do nosso personagem mais amado do que amado anime/mangá Dragon Ball Z: ele é saiyajin. Daí você vem e aposta em...
— Goku?
— Lá ele! Não...
— Vegeta?
— Até poderia ser, mas não...
— Nappa?
— Não! Véy... Valeu véy foi boa a sua participação, mas senta aí e observa.
Xô-te falá: no anime Dragon Ball Z nós não temos nem um pouquinho de apreço pelo personagem principal.

Até curtimos o Vegeta, mas estaríamos descumprindo regras da tag, que privilegia os coadjuvantes, e daríamos brilho um anti-herói, o personagem principal do mal durante muito tempo.
Nosso personagem favorito do anime é o canalha do irmão mais velho de Goku, agora chamado também de Kakaroto, Raditz.
Sim essa é a série odeio protagonistas, mas eu não podia pôr o nome senão ia dar de cara quem era o homenageado...
O nosso querido “pessoa selvagem” (possível tradução para saiyajin) merece homenagem por ser a união de paradoxos. Para começar, vale dizer que ele se une ao idiota do Goku no laço familiar, sendo deste a antípoda, amamos...
Amamos tanto, que armamos um top sei lá quantos para ele, dá um saque na moral... Vê se ficou bom...
Vejamos...

Vamos começar pela
Arrogância: primeira coisa que o coisa ruim madeixudo fez quando pôs os pés na Terra foi procurar o ser mais forte do planeta. Posto face to face com o rei do mal, o miserave-ruim não hesitou um segundo antes de oprimir Picollo, deixando-o tremendo. Não perco tempo com vermes de sua laia. Arrogância. Um bom sentimento, mas que levaria a Goiás City, loginho loguinho...

Agente do caos parte 1: chegando, e reconhecendo o irmãozinho logo de cara, era hora de colocar os pingos nos “is”, e assim fez Raditz: “você não pertence a raça humana desse planeta! Seu planeta natural é Vegeta. Seu nome é Kakaroto! E você é um filho da desgraça! Você é um Saiyajin!”. Nãaaaaaaaaaaaao! Pânico na sonífera ilha! Tirem as crianças da sala.
E cá pra nós, convenhamos: quem receberia bem a notícia de que não se chama mais Renato, Augusto, Diego, patrícia, ou Joana, mas sim... Kakaroto... Ah porra... A porra...

Preguiça: o cachorro sem vergonha e sem decoro do Raditz, enquanto falava sobre o passado seu malévolo, menciona que ele e os companheiros iriam ter de invadir um planeta com guerreiros poderosos, ia ser bem difícil, e foi aí que lembrou-se do querido irmão mais novo...
Ao invés de ir treinar, o desgraçado resolveu vir buscar apoio... Um ponto totalmente fora da curva para um Saiyajin de classe pura que se preze...

O Esporro: estranhando o fato de a Terra estar tranqüila e seu irmão mais novo estar de bem com os terráqueos, rola um interview...
— Por acaso você caiu e bateu com a cabeça bem forte em algum lugar quando era pequeno?
— Sim.
— Por isso se dá bem com esse povo de classe inferior. Bom.. Ainda bem que daqui dá para ver a lua...
— Espera! Por que que é bom poder ver a lua daqui?
— Não seja idiota! Todo mundo sabe que os nós os Saiyajins lutamos com toda força quando vemos a lua cheia!
— Não estou entendendo nada...
— U... u... u... O quê? Im... Im... Impossível... Impossível! O que houve com a sua calda?
— Ah, a minha calda? Eu deixei cortar
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH VOCÊ É UM IMBECIL!
Fim da entrevista...

A Proposta Indecorosa: sendo o safado todo que sempre foi desde nascido, o canalha dispara: há um lugarzinho entre os seus irmão de próprio sangue se você quiser, Goku, melhor, Kakaroto.
“Vamos explodir planetas viajando por aí... Abra os olhos Kakaroto! Você tem sangue Saiyajin correndo em suas veias... Vai ser divertido... Você vai gostar...”
Aff, o marketing do predador seria melhor não tenho duvidas. Zero na propaganda...

Chantagem: se vier conosco, deixarei este planeta tranquilamente. E então, o que vai ser Kakaroto. Vamos? Ou não?

Seqüestro: negado na chantagem, a lebara intergaláctica, após reconhecer o filho de Goku, resolve radicalizar: seqüestra o pequeno Gohan.
E ainda larga o papo reto: “mate cem indivíduos desse planeta e traga os corpos até a mim. Você tem até o meio dia de amanhã. Se não fizer o que estou pedindo seu filho morrerá Kakaroto”.

Maus tratos a menor: o pequeno Gohan chora! Raditz? “Cala boca! Quando você vai parar de chorar?”.

Cárcere privado: o pequeno Gohan se acaba de chorar mais ainda. Raditz se vinga, pondo-o numa casca ovo (a nave dos Saiyajins) gente. “Fique aí dentro!”. Geeente... Que maldade.

Agente do caos parte 2: negado em seu humilde pedido, Raditz, contrariado da Silva, se vê forçado a entrar em combate com Goku e Picolo. Durante as trocas de cafunés e gentilezas uma noticia belíssima: “pois querem saber de algo interessante? Então fiquem vocês sabendo que os outros Saiyajins são muito mais fortes do que eu!”. Picollo fica com Goku na mão... Eles mudam de cor...
É... Sujeitinho é um agente do caos mesmo. E não tem vergonha disso. E nem de se inferiorizar para chocar seus adversários... Um lixo... E lindo... Lindo... Raditz é lindo... Meu modelo moral e ninguém tasca...

Humilhação: mas o ápice da personalidade de Raditz aflora mesmo é durante o embate contra a dupla mais poderosa do mundo. É no meio da pancadaria que o todo poderoso irmão de Goku, o Saiyajin orgulhoso e indestrutível vacila e é detido, após ter a sua cauda agarrada.
Sem ter forças para reagir, o apelo: Raditz posa de vítima, faz cara de chorão, pede por favor ao irmão mais novo, e diz que se Goku o soltar, ele vai “deixar o planeta tranquilamente”. Goku solta (êh Goku).

O sadismo: nem bem Goku o solta a cauda do irmão e descobre que o maior traço da personalidade de Raditz é o fato de não ter personalidade fixa. É volúvel, safado, pernóstico... Nem bem larga, e já solta um grito, depois de tomar uma senhora cotovelada na boca. Agora vem o segundo ápice de Ditinho: quando ele começa a pisar o esgoelante e gritante Goku na barriga, nos peitos, e dar-lhe pontapés... Goku gruta muito nessa hora. “GRITA MAIS! CHORA! MUAAHAHAHA!”
Ah lembrei aqui: ele é o único que a real risada de vilão do desenho. MUAHAHAHAHAHAHA... Raditz seu lindooooooooooooooooo... Coraçõeszinhos pro'cê...

A Tolice 1: é mas a surra foi exagerada sobre o mano menor. E com Goku gritando tanto, Gohan, o filho seqüestrado ficou fora de si, reuniu forças, conseguiu sair do cativeiro, e causar danos gravíssimos ao seu titio.
Uma pista do que foi feito? Lembra do casal Zidane/Materazzi...

A Tolice 2: depois de levar um papo-cabeça com Gohan, Raditz é imobilizado, e o que ele faz? Ele tenta enganar Goku, de novo, com a mesma conversa. Que beleza...

A tolice 3: depois de tomar o makagô sabô no mei-dos peitos e morrer, o incompetente do Raditz, em seus momentos finais da novela laços de família – Goku morre junto com ele – ouviu a resenha sobre as esferas do dragão, e achou ele (ah lindão) achava que ia ser revivido pelos outros dois companheiros...
(Ôh idiota)

Fizemos uma pesquisa de campo. Ninguém gosta dele. Ninguém! Sabe por quê? Por que ele é fraco, idiota, canalha, preguiçoso, trapaceiro, mentiroso, arrogante, desonesto, cruel, sem caráter, e covarde. E é exatamente por isso que nós o amamos.

Mas é exatamente por isso, e somente por isso que Raditz figura aqui como personagem destaque.

Até por que, querido Radi, “senão eu, quem vai fazer você feliz?”

Kkkkkkkkkkkkkkk

Atenciosamente;

Emerson.
Essa foi a homenagem blazê para meu querido personagem favorito de DBZ, Raditz.
Raditz, varias queixas, no mundo... E fora dele também!
Alguém lembra o que ocorreu com ele, depois de morto? Goku chega pós-mortis a Kami-Sama e pergunta pelo seu Mao-véy.
“Sim, passou por aqui! Mas era muito ruim, e mandamos direto pro inferno”.
Por aqui encerra-se, finalmente, a historia do Saiyajin mais coisa ruim, o primeiro vida loka da historia do DBZ.
Um beijo e abraço a Raditz, o espírito sem conserto nº criado por Akira Toroyama.
Até Daborá, o Rei do Inferno, mudou, e se consertou.
Mas Radinho...
Tadinho...


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Capas Inspiradoras...

Senhoras. Senhores...

Bom dia/tarde/noite; a depender do momento que estejas lendo.

Esperamos que gostem da encomenda desta data que se segue...

Hoje é dia de trazer aqui a capa que inspirou a série “Capas Inspiradoras” destas postagens do blog.

Hoje, este humilde espaço tem a honra, e o orgulho, de trazer à luz a capa do melhor cd de Rap, em nossa opinião; um dos primeiros discos duplos deste segmento artístico; Direto do Campo de Extermínio, do grupo Facção Central.

As produções, de sentido; possibilidades de leitura são tantas quando observamos essa capa que, hoje, estrategicamente, resolvemos nos limitar a alguns mini-comentários sobre esta obra-prima do Rap.

Sem muita conversa; vamos logo...
Ao que interessa...
Aos sentidos...

A principal idéia do título nos faz atingir concepções filosóficas. Convenhamos: uma pomba branca, morta, decaída, no chão, suja de sangue, pode significar muita coisa.
A gravidade do texto imagético não se pode passar em branco às nuvens. A pomba branca é um tradicional símbolo carregado, em diversas crenças, do sentido de paz.
Na esfera religiosa, simboliza o espírito santo. Na santíssima trindade, traz o sentido de paz, simplicidade, pureza, harmonia, esperança e felicidade. É advertido, em escrituras sagradas: pode-se xingar, e haverás perdão, a Deus; mas não se pode xingar o espírito santo. Vejam...
Um marco de esperança para a humanidade: Noé lançou ao céu; e esperou o retorno de uma pomba, para saber se o dilúvio havia sido vencido. Ela voltou, com um ramo de oliveira no bico; e assim a boa mensagem havia sido trazida: a Terra estava pronta para ser, e foi, repovoada.

No âmbito antropológico, a idéia da morte simbólica da paz está mais que clara, só ao visualizar a imagem, mais do que expressiva.
Mas, algo que precisa ser apontado é que há sinais flagrantes de que esse pensamento; essa visão já vinha sendo trabalhada no disco anterior; em “A Marcha Fúnebre Prossegue.”. Sim; observe conosco.
Há uma música – O Show Começa Agora – na qual é categórica e explicitamente cantado que “sua pomba branca está sangrando num barraco”.
Sem mencionar a vinheta de fechamento do mesmo álbum; onde é dito que “a paz tá morta; desfigurada no IML, sangue no chão, revolver na mão, infelizmente a marcha aqui prossegue.”.
Flagramos em outra oportunidade; em um trecho de outra canção – Discurso ou Revolver – algumas falas interessantes; do tipo: “ser exterminado como judeus em Auschwitz; mostrar pra Globo o que é viver no limite. A cruz da Atlanta queimando na sua frente; a SS agora veste, o cinza da PM”. Sintomático, não?
Ou, também muito explícito: “te dão crack; fuzil; cachaça no boteco; esse é o campo de concentração moderno. Hitler; FHC, capitão do mato, bacharéis em carnificina; mestrado em holocausto”.
Acreditamos que, diante do exposto não é preciso provar mais nada. Está mais do que claro que a idéia foi amadurecendo, amadurecendo; até que se concluiu; e desaguou num disco duplo perfeito; sólido; super comunicativo, desde sua capa, e que se estende por suas vinhetas.

Entrando na questão do imagem mesmo da capa do disco, outro pensamento que nos foi despertado foi o de que a pomba caída é o símbolo da extrapolação da violência. Será que é por isso que temos uma faixa que diz que “deus anda de blindado, cercado protegido por dez anjos armados” e, pasmem, sobre a pomba branca: “tem dois tiros no peito”?
Será?
Eu acredito que sim...

Há, também, neste disco, a possibilidade de leitura de que a periferia é, além de uma detenção sem muro, como foi anteriormente pensado; um campo de concentração, e, ainda mais grave, o titulo já diz, de extermínio. Não à toa a música abre alas chamar-se São Paulo: Auschwitz Versão Brasileira.

Segundo dizem, Eduardo operou em alta, e pessoalmente, na criação da capa deste disco, enfrentando, inclusive, contraposições dentro do próprio grupo.
Seguiu firme em sua idéia, e deu no que deu. Afinal, quando planejamento e coerência caminham de mãos dadas, não há o que temer em termos de resultados finais de nossas tarefas.
Nada; nada foi em vão. Nada; nada foi feito/escolhido sem planejamento e ou critério para este trabalho.
Nada!

E, pasmem, olha que acidente conveniente: foi descoberto por nós que a pomba branca é usada também como sacrifício por judeus pobres. Portanto, abrir o disco com a imagem de uma pomba, pode nos direcionar a idéia de que a fotografia daquela pomba é a prática de um sacrifício feito por um periférico que trazer vários depoimentos.

É o preço a se pagar por poder ter escrito algo tão grandioso.
Será que era sabido o que estava sendo feito? Será? Em O Homem Estragou Tudo há a afirmação de que “Depois da senzala a tortura é na favela. Hitler morreu, mas tô no gueto, judeu da nova era”. Que acidente incrível hein?
Hum...

Demarcada – e muito bem demarcada – a área de atuação, é hora de ir ao interior do disco; onde as vozes dos habitantes dos campos de concentração e extermínio espalhados pelo Brasil dialogam; se apresentam, e representam; como personagens principais deste cenário de ambiente hostil.

Daí ao uníssono polifônico: temos as presenças de um garoto, filho de pai alcoólatra; um menor, constantemente agredido pela mãe; o espectador da violência, sentado no balcão do bar da favela; um dependente químico (crack); um pai explorado pela família; dois garotos, presos, um em extrema riqueza, outro em extrema pobreza, polarizados socialmente; e assim por diante.
Todas as vozes, sendo vozes únicas; cada uma com seu conflito particular, mas, todas elas, sofrendo com o autoritarismo estatal brasileiro, todos habitantes do campo de extermínio moderno; tal como foram os judeus na época da Alemanha Nazista. Daí a idéia de o ambiente ser polifônico, composto por vozes únicas; e uníssono, composto por vozes que sofrem simultaneamente no mesmo lugar, vítimas da mesma violência, social, cultural, simbólica, física e psicológica do estado; ainda que existam notáveis diferenças entre si.

Eu não vou recomendar, tenho certeza de que não preciso.
Quem leu até aqui, percebeu: somos fãs incondicionais, quase-que fundadores do FCFC (Facção Central Futebol Clube).

E este foi o texto feito para a capa que me motivou a criar a série “capas Inspiradoras”.

Esta é a minha mais deslavada menção honrosa à capa da mais bela obra-prima do rap; em minha opinião, sempre bom repetir.

Viva ao “Direto do Campo de Extermínio”, o disco belo até, e aqui nós nos repetimos, em suas vinhetas; O que os olhos vêem; Reflexões no corredor da morte. “Aqui não tem lista de Schindler com seu nome! Não existe salvação; no campo de extermínio...”.

Hoje, o grupo está muito a quem do que já foi; bem sabemos. 
Contudo, o que foi gerado em memória, bem sabemos nós que deve ser muito; muito; muito; muitíssimo respeitado, por qualquer que seja o sujeito que curta a batida da quebrada, ainda que não curta FC.

Enfim, quando tiverem vontade de falar acerca de Facção Central, podem nos convidar; que nos sentiremos honrados; e iremos gentilmente ao seu encontro.

Esteja você onde estiver, iremos até você para prosearmos à vontade, sem medo, e sem preconceito sobre esse grupo, único, não na música brasileira; no mundo.

O negócio é ter um bom papo, refletir.

Ah: faz um café, por favor...
Nós vamos adorar...

Grande abraço;
Fiquem na mais pura e plena paz;

Bye-bye-Baby...

Atenciosamente;

Emerson.


Um dia, ainda terei uma camisa com essa imagem;
A imagem da maior obra-prima mundial do Rap...
  

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Tensão; Alcatraz...


Senhoras. Senhores.

Bom dia/tarde/noite, a depender do momento que lês meu texto.
Tudo bem? Conosco tudo bem. Hoje estamos aqui para apresentar pequeno fragmento da série duetos Facção Central.

Iremos nós, hoje, aqui, tentar fazer uma coisa um pouco diferente: analisar duas letras de dois Raps, simultaneamente.

Será que conseguiremos?
Vejamos...
Vem conosco e observa...

Vamos nos inspirar nos dizeres da letra do grupo Titãs: “é caminhando que se faz o caminho”.
Então, sem mais, caminhemos...

Aqui, hoje apresentaremos, analisaremos brevemente e aproximaremos as letras de duas músicas: Tensão, e Alcatraz, presentes, respectivamente, nos discos A Marcha Fúnebre Prossegue, e o Direto do Campo de Extermínio.
Vamos lá...

Ah: avisamos, de antemão, que aqui será seguida a ordem cronológica em nossas análises.
Depois falaremos o porquê de se chamar atenção para isso.
Ok?
Ok...
Então vamos lá...
Tensão no ar...

Essa é a letra da nona música do terceiro álbum do grupo. Em nossa mais que humilde opinião trata-se de uma criação bastante inovadora, importante, e interessante para o mundo do Rap.

Por quê?
Muito simples: o que é feito aqui por Eduardo, ou o locutor do inferno, foi algo até então nunca visto.
Nunca foi observado; por nós, em lugar nenhum do rap a idéia de se fazer uma música, com a idéia de promover o encontro; a aproximação, e a representação vocal, tanto do agressor, um seqüestrador; quanto o da sua vítima, um homem rico.
Ao menos; nós, nós nunca tínhamos ouvido, no mundo do RAP, uma música que fosse feita dessa forma.

No geral o que acontecia era a voz do seqüestrador, sempre imaginando o que sua vítima faz e pensa o que limitava o conflito do encontro desses dois sujeitos de esferas sociais diferentes.
Nessa letra é dada uma voz, uma condição de utente autônomo a esse cidadão, vivido na voz do parceiro Dum-Dum, tendo espaço para suas próprias reflexões.

Muito interessante...
É realmente uma tensão...
Se de um lado temos a idéia consciente de alguém que parece saber ter parcela de culpa na criação do próprio agressor, que te põe a vida por um fio; do outro temos o agressor, que pondera ser ou não lucrativo dar ou não um final dramático a esse encontro.

Querem uma palhinha?

Vamos de refrão então...

O Clima é tenso, a chance é muito pouca;
Vou terminar o dia com um tiro na boca.”

“Sente o ódio do diabo que você ajudou a criar;
Agora, dono do jato, é muito tarde pra chorar!”

Super recomendada...

E fim da parte um...

Aí o tempo passa e o grupo volta no tempo.
Daí o desafio: como seria, então, a infância desses dois rapazes, inimigos desconhecidos, predador e presa, na idade adulta?

Quem são eles, quando pequenos?
O que será que fazem?
Como vivem?

E é exatamente a partir dessa confluência de perguntas coerentes, e motivadoras, que surge a sétima música do “Direto do Campo de Extermínio”; Alcatraz.

Repetindo a fórmula de sucesso no disco anterior, o grupo repete a dose e dá voz às duas faces da moeda.

Daí, ouvimos a narrativa de um menino, rico, na voz de Eduardo. Estranhamente esse garoto é consciente, e questiona-se por que viver em estado de cerceamento, e fechamento, reclusão.

Do outro lado da questão, temos a voz do garoto pobre, que passeia por entre cadáveres na favela; e que teve em um frango assado o seu “melhor almoço. Esmola do padeiro pra eu não olhar pro seu forno.”.

O que se pode entender é que, claramente, nos serve de munição a idéia de que são essas prisões; é esse isolamento sistemático a causa de um resultado trágico, colhida futuramente.
Não à toa a música termina com a afirmação de que “tem um muro de lagrima entre o pobre e boy: do lado dourado cresce a vítima; do vermelho seu algoz”.

Quer mais o quê?

Finalizamos afirmando que as duas músicas são compostas e subordinadas a o que chamamos de técnica da justaposição.
É a técnica na qual a música é dividida de forma justa; seguindo-se com uma estrofe e meia sendo cantada por cada um dos membros do grupo; sem intensão de sobreposição de um integrante a outro. Sol nasce, e brilha, para todos...

Não precisamos dizer que super-recomendamos.

Ou precisamos?

Super-recomendamos, “Tensão” e “Alcatraz”, Facção Central.

Ah: avisamos que íamos seguir a cronologia, por que se optássemos por analisar as crianças para depois os adultos iríamos nos atrapalhar, e sair da ordem dos discos, que, aliás, foi um desafio imposto a nós por nós mesmos.

Desta forma, o leitor mais desavisado fica sabendo a seqüência correta de lançamentos do grupo, enquanto observa as análises de duas músicas, em um só texto.

Essas letras se completam. Fecha-se o símbolo do infinito se a analisarmos lado a lado...

Deixamos como tirinha de experimento, para os senhores, bem oportunamente os refrões.

Eduardo:

“Sonho com a carta de alforria da minha Alcatraz de ouro;
Com a paz,
Sem vigia, nem muro de tijolo [duas vezes]

Dum-Dum:

“Sonho com a minha carta de alforria da minha Alcaraz de compensado;
Com a paz,
Sem revolver, nem refém torturado [duas vezes]

Isso é sintoma...

Té o próximo encontro meu povo...


Atenciosamente;

Emerson.

Uh-Facçã-ão, Uh-Facçã-ão...

Bye-bye-Baby...